quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Mais estórias

Citação que, aliás, mostra que esse papo que o filósofo essênio da Galiléia é a encarnação do verbo é pura bulshitagem do concílio de Nicéia.

Jehushua Galileu, filho de José Carpinteiro, é bem mais bacana do que isso, porque era homem encarnação da vida humana como todo mundo aqui.

Bom narrador, as parábolas dele são do nível dos melhores escritos do Dchuang Tz ou dos do Sidarta "Buda" Gautama. Ajudou a moçada a se organizar para produzir mais pão, mais peixe e mais vinho para a festa. Encenou a própria morte (correndo o risco...), enganou os romanos e os fariseus, fugiu da cruz, casou com a Madalena (que devia ser ótima!), teve um filho Judas (nome do irmão mais velho subversivo, que foi suicidado pelos romanos e fariseus). Pena que a gente não vai saber de outras histórias, graças ao filho da puta do São Gerônimo, que limou da história os causos sobre o rapaz que circulavam de boca em boca.

Deus é um só, tudo que é vivo é seu filho. Não acho que Deus seja bom. "Bom" é a imagem que dele fantasiamos e à qual queremos nos identificar, e com a qual os perversos nos convencem a indentificá-los. O entranhadíssimo (nada de Altíssimo) é o que é. E teologia é assunto impossível (...o que torna tudo que eu disse aqui besteira).

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